Solaris

terça-feira, 12 de abril de 2011




Fosse passo caminho? Fosse pássaro pouso? Fosse tu pergaminho? Fosse ária ou corso? Coubesse no canto um grito? Soubesse da luz um fosco? Amasse do corpo o rito? Roubasse da vida um pouco? Dobrasse barco em branco papel? Rondasse as frestas dos inimigos? Sonhasse o mastro golpes ao céu? Tolhesse as flores feitas de vidro? Tombasse o veio da imensidão? Lanhasse as voltas do inconcebível? Trançasse os punhos da exatidão? Danasse as rotas do mundo crível?

Bah, lanço Acab-Eça..: Nau!

6 comentários:

O POETA DE MEIA-TIGELA disse...

Palavra que silencia
O nome-mesmo a-dizer;
Sugerir, subentender:
Isso é calou, poesia.

Tamy disse...

respirei! ..

Paula Izabela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paula Izabela disse...

Querida, darei meu feedback dos livros quando concluir a leitura. No momento ainda não iniciada por conta de outros livros que já havia começado. Agradeça ao poeta por mim!
Depois te aviso pelo facebook os detalhes do lançamento.
Sucesso!

Pedra do Sertão disse...

Tem gente que faz tudo isso!!!

Ângela calou... disse...

=}