- Ao Jack
- Quero, coração, esquecer-te como os vivos se esquecem dos mortos; como o eterno se esquece do fim. Quero esquecer-te como o poeta que desiste de sua lavra para olhar um pouco mais a ferida, antes de prendê-la numa sílaba; a vida, antes de salvá-la numa palavra. Quero, coração, esquecer-te como o poeta que faz um verso torto e, para não morrer de desgosto, deixa irromper seu desagrado. Quero, coração, amassar com as duas mãos o teu composto: este rascunho equivocado! Este brinquedo de fazer troça!... Eu quero, coração, embora tu bem saibas que eu não possa...
domingo, 28 de junho de 2015
Postado por
Ângela Calou
às
18:06
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3 comentários:
"Se eu ainda pudesse fingir que te amo...
Ah, se eu pudesse!
Mas não posso, não devo fazê-lo,
Isso não acontece."
(Cartola)
Lindo, Ângela. Amei.
Saudades.
Beijos.
"Se eu ainda pudesse fingir que te amo...
Ah, se eu pudesse!
Mas não posso, não devo fazê-lo,
Isso não acontece."
(Cartola)
Lindo, Ângela. Amei.
Saudades.
Beijos.
Cadê vc na minha vida? Muitas saudades, Herlinho.
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