Sétima Impressão: A Força

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Para Ana Benjamim Calou

Ana, é que tu eras forte e decifravas enigmas e enfrentavas esfinges na tua condição. As esfinges da tua condição, que devoram antes de perguntar, sem escudos, Ana. Sem demora.

Com pés calçados naquele chão, eras a sorte do não titubear. E eu que nunca te decifrei, que nasci tarde para saber sobre teus caminhos...

... coar do dito os segredos de teu coração, espetei meus dedos na pétala da flor, quando ao tocá-la fui tola, guardando cuidado apenas de espinhos.

Ana, minha menina de um sertão que nunca vai virar mar, de um deserto colorido pelos jogos da imaginação: confesso, sinto saudades da força que desenhava tua expressão.

Não que do tanto que sempre quis tenha eu te conhecido, mas no espelho a tua imagem anda comigo: na sombra, na luz... na lucidez, na espontânea mudez que o nosso verbo Calou.

4 comentários:

Denise Scaramai disse...

Ana, alguém muito especial...
na lucidez, na espontânea mudez que o nosso verbo Calou.

lindo!

Para um verbo partindo disse...

Nos mesmos olhos de ANtes... o verbo mudo que nada diz a princípio, conGELA a força do mesmo enigmas, dos mesmos ANAcolutos. Quem sabe nessas mudanças repentinas não se descubra por fim [...]

p.s. O silêncio dos cupinchas.

Rafael sem h disse...

Com o olhar, coalhou... E se não há movimentos, não há. Contudo, a mudez não se faz ato? Sendo ato, a mudez é capar de mover. E desatar. Todo. Tudo. E quaisquer nós.
: )

Ângela Calou disse...

Sim, Denise, minha avó. Beijos.

Samuel e Rafa, ah que todo texto é abertura.