sábado, 2 de novembro de 2013














Como é bom não ser mais tua
E no espaço polissêmico da distância
Acatar que sou de novo uma criança
Livre, tal prisioneiro lançado à rua

Como é leve a natureza do não-ter
Num tempo que se desata dos pesadelos
Volto a ser imagem dentro de espelhos
Elevo-me sobre as ruínas para melhor ver

Como é belo que o fim viceje o começo
Não o corte me trouxe o cadafalso
Mas o expurgo de inútil carrapato
Banido de meu avesso, morto qualquer apreço...

2 comentários:

DeniseSCARAMAI disse...

Essas lindas e bem colocadas palavras, repletas de liberdade, despertaram em mim uma sensação há muito esquecida!

Obrigada, sábia-menina!

MissNothing disse...

Tenho maior apreço pelas suas palavras , e isso basta.